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Adoção por Família Gay

Adoção por Família Gay (Casal Homoafetivo)

Resumo: Acima de tudo, antes de fazer considerações ou julgamento sobre orientação sexual das pessoas, o objetivo deste post é estritamente sobre a adoção por familia gay ou casal homoafetivo. A adoção por família gay ou adoção homoafetiva (referencio os dois termos por serem termos mais comuns e conhecidos) é um grande tabu na sociedade brasileira, ainda mais no Brasil, em que grupos religiosos influenciam diretamente e ativamente as opiniões acontecidas no país, por mais que se diga que o Brasil seja um país de estado laico, ou desprovido de religião central.

Não vou negar que acredito que os país influenciem na vida da criança, mas não vou assumir que um comportamento hetero ou homossexual, irá influenciar a criança futuramente em sua orientação sexual, isto é uma coisa que só o tempo dirá, ou estudos em cima disto provém algo. Pra mim a grande questão sobre a adoção por uma família gay no Brasil, é a realidade benéfica ou não que se pode garantir a integridade da criança, ou seja, o interesse é a criança.

Certa vez assistindo ao programa da Marilia Gabriela entrevistando um líder evangélico chamado Pastor Silas Malafaia, sempre associado a uma pregação polemica, enfatizava efusivamente e renegava em sua opinião, o direito de casais homoafetivos adotarem crianças. Segundo ele, como provar que a orientação sexual dos pais não influenciaria ou influenciarão as crianças em sua própria orientação sexual, segundo ele, não há um estudo forte ou confiável sobre isto, ele ainda dizia que se a adoção homoafetiva for uma realidade, é pra esperarmos daqui a 20 anos para vermos a influencia que ocorrerá nestas crianças, ou seja, em sua opinião deixou a entender que teremos ou teríamos uma geração de gays influenciados por seus pais homossexuais, e este é o principal ponto negativo em adoções homoafetivas segundo o Pastor Silas Malafaia. Vale lembrar que o Pastor Silas Malafaia garante que ama os homossexuais.

Os pontos positivos em uma adoção por família gay ou casal homoafetivo, na opinião do IDIOCRACIA, desconsidera a influencia na orientação sexual que teria ou terá em sua criação, são vários os pontos positivos: O fato de você dar um lar as crianças, retira-la das ruas, orfanatos, das drogas, dar educação, saúde, alimentação, moradia e carinho, coisas que certamente elas não têm e nunca terão vivendo em orfanatos ou na rua.

Na rua ela esta a mercê de criminosos, aproveitadores e principalmente a mercê da droga, já em orfanatos ela terá de contar com a sorte de estar em uma instituição de qualidade, se você conseguir achar isto no Brasil, de graças aos céus, e mesmo com uma instituição digna, nada substitui amor de pais e um convívio familiar. Levando em conta a opinião do Pastor Silas Malafaia, dada ou inferida goela abaixo no programa, diga-se de passagem, com eloquência e gritaria, que se esperarmos 20 anos, veremos crianças que foram afetavas e influenciadas em sua orientação sexual por casais homoafetivos, se, e somente se considerarmos isto um risco, acho que a influencia valeria o risco, pensem bem, crianças nas ruas e principalmente em orfanatos, estão mais sujeitas a todo tipo de mal e violência sexual, prostituição infantil, coisas que sabemos que ocorrem em nosso país, do que protegidas por pais adotivos em um convívio familiar, heteros ou homossexuais, que querem apenas ama-la.

Acho de extremo egoísmo o que grupos religiosos ou preconceituosos fazem ao proferir que são contra a adoção por famílias gays, elas não percebem que estão dizendo que preferem ver uma criança na rua ou em um orfanato do que com pais gays, será que elas já se deram conta disto? Que elas estão mandando na vida de crianças com quem nunca falarão, ajudarão, conhecerão ou se quer olharão em seus olhos? Enfim, a preocupação não são as crianças, e sim o preconceito contra os homossexuais.

O blog IDIOCRACIA considera isto IDIOCRACIA PURA.

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Palavras chaves

União homoafetiva; família gay; homossexuais; adoção; Casal Homoafetivo; Gay; Religião

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Opinião sobre o PBF (PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA) PARTE – II

Políticas assistenciais defendem a assistência às famílias que vivem abaixo da linha da pobreza ou pobreza familiar extrema e é um direito do cidadão garantido pela constituição federal. Esta prática de assistência social não é exclusividade do Brasil, outros países, inclusive de 1º mundo também praticam a assistência social. Há muitas críticas e elogios a respeito de políticas assistenciais e, nesta segunda parte do post tentarei expor meu ponto de vista, em especial, acerca do programa Bolsa Família.

O Brasil possui programas assistenciais com notório destaque fora do país, sendo o programa Bolsa Família um exemplo disto, com ressalvas tanto positivas quanto negativas. Positivas já no sentido amplo de sua aplicação, especialmente por seus resultados obtidos, pois elevou a condição socioeconômica de inúmeras famílias, antes vistas como miseráveis , para o nível acima da linha da pobreza extrema, além de injetar, mesmo que indiretamente, dinheiro da bolsa, fazendo-o circular no país.

Para melhor compreensão do que estou falando, abrirei um “parênteses” com um conto chamado “A HISTÓRIA DOS DEZ REAIS”.

“Havia uma pequena cidade com alguns estabelecimentos: um açougue, um hotel, uma padaria e algumas garotas que se prostituíam. Certo dia chegou um homem para se hospedar no hotel e fez um acordo com o gerente do estabelecimento mediante a seguinte condição: experimentaria, por algumas horas, o quarto e, caso gostasse, permaneceria pelo restante do dia. Em afirmativa, o gerente pediu que o pagamento fosse antecipado.

Tendo ambas as partes concordado com as condições impostas, assim que seu hóspede subiu ao quarto, o gerente ligou para o açougue para avisar o açougueiro que já estava de posse do dinheiro referente à carne adquirida para o hotel. O açougueiro, por sua vez, telefonou para o rapaz das entregas avisando-o de seu pagamento. Consequentemente, o rapaz das entregas foi até uma das garotas de programa e pagou-lhe pelo programa que havia feito e a garota de programa encaminhou-se até o hotel para pagar pelo quarto que havia usado em um de seus programas.

Ao meio dia, o homem que havia se hospedado disse ao gerente que não gostou do quarto, pedindo seu dinheiro de volta e indo embora.

Moral da história: todos pagaram suas contas, pois o dinheiro circulou no “mercado”.

Apesar de alegórico este conto, ele expõe em minha opinião um dos melhores pontos positivos do programa Bolsa Família, pois não só contribuiu para elevar o status socioeconômico de famílias na linha da miséria, como também injetou e fez circular o dinheiro no mercado de consumo no país, pois estas famílias consumiam, mesmo que fosse apenas para comprar alimento.

Em contrapartida, um dos pontos negativos mais impactantes em programas desta natureza é o seu uso tendencioso e enganoso por parte do governo como cabo eleitoral, expondo-o como uma solução definitiva para a miséria e pobreza no Brasil. Outro ponto a ser destacado, é que, muito embora o programa tenha dado certo, acabou por evidenciar um perfil de pessoas que se acomodam em programas sociais e permanecem inertes em suas vidas estagnadas, sem a perspectiva de procurar emprego ou se capacitar, pois entendem que o governo lhes provê a “mesada” necessária à sua sobrevivência, sem o esforço do trabalho e um salário mínimo ao mês. Se comparado ao valor que tinham por mês antes da existência do programa, suas vidas, sem dúvida, melhoraram.

A cultura de comodismo aos mais pobres e menos esclarecidos, somada às ajudas de custo do governo, intituladas de bolsas só reforçam a ideia de que programas assistenciais não podem existir sozinhos ou assumi-los como solução para as questões de problemas sociais. O mais triste é que, infelizmente e obviamente o governo SOUBE, SABE e sempre SABERÁ disto! Pois a política do nosso país NECESSITA de pessoas pobres, menos esclarecidas, inertes e indiferentes ao que acontece ao redor para ter poder sobre elas e que se preocupem apenas com o calendário do bolsa família.

Até a próxima!

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Opinião sobre o PBF (PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA) PARTE – I

Neste artigo, vou comentar um pouco sobre o verdadeiro pai do conceito em cima do PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA na Parte I e também dar minha opinião sobre o programa na Parte II.

A questão sobre o criador do Bolsa-Família  é um pouco confusa, pois termos desta natureza de projetos sociais assistenciais, como os termos “Bolsa”  e “Bolsa-Familia” simplesmente são o registro de um nome em cima de um ou mais conceitos em uma determinada data, algo como patentear uma marca, agora a criação do(s) conceito(s) em si é outra coisa…

Tentarei descrever um fluxo de acontecimentos pra ficar um pouco mais claro.

Começando pelo Governo Lula que no ano de 2003, unificou, reuniu e ampliou os projetos: Auxílio Gás, Bolsa Alimentação, Bolsa Renda, Bolsa Escola… e outros programas- “criados no Governo FHC”- tudo num só programa. Batizado de Bolsa Família 

Governo FHC 

Não! FHC apenas apadrinhou programas sociais municipais e estaduais já existentes, ampliando para a esfera federal, sendo o Bolsa Escola o primogênito. O Bolsa Escola foi implementado em 1995, no Governo do Distrito Federal, pelo então Governador, Cristóvão Buarque, petista na época.

Cristóvão Buarque – Governador do Distrito Federal (1995) 

Não! Cristóvão Buarque apenas criou o termo “Bolsa” ao criar o Bolsa-Escola que foi inspirado no Programa de Renda Mínima, implantado em 1994, em Campinas, pelo então prefeito, Jose Roberto Magalhães Teixeira, do PSDB. O programa destinava um complemento em dinheiro à renda de famílias consideradas miseráveis (abaixo da linha da pobreza). Para receber o dinheiro, a família inscrita no programa deveria residir em Campinas há pelo menos dois anos, manter os filhos na escola e com bons resultados nos estudos, receber os funcionários da Assistência Social em suas casas periodicamente e frequentar cursos profissionalizantes, entre outras obrigações.

Jose Roberto Magalhães Teixeira

Não! Na verdade Jose Roberto Magalhães Teixeira apenas se inspirou nos projetos e programas sociais de um mineiro sociólogo ativista dos direitos humanos chamado Herbert José de Souza, mais conhecido como Betinho.

Betinho trabalhou intensamente no combate a fome e miséria e em 1993, lançou como palavra de ordem o combate a fome, elaborando o Plano Nacional de Segurança Alimentar que foi entregue ao então presidente, Itamar Franco. Com isso, a fome passou a integrar os debates nacionais e da imprensa. No mesmo ano, foi considerado “o homem de idéias do ano”. Os projetos de Betinho visavam o combate a fome e a miséria.

Um pouco sobre Betinho

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TRE e Biometria – Dá pra confiar?

Recentemente tenho acompanhado na televisão algumas propagandas do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) sobre o cadastramento da biometria, que nada mais seria (teoricamente falando!) a substituição do seu título de eleitor pela sua digital, confirmando sua presença, com o intuito de, segundo eles, aumentar a segurança e veracidade nas votações. Em minha opinião, creio apenas de se tratar de um comercial tendencioso, pois o leva acreditar que a biometria é segura e pode garantir eleições sem fraudes, uma vez que o cidadão só vota em verdade, estando presente e validando sua presença com o dedinho no leitor digital. Então voltando um pouco no tempo, meados do mês de abril deste ano, reavivamos na memória o escândalo que despontou nos jornais e telejornais do Brasil, onde médicos burlavam o sistema de biometria com os dedos de silicone

Ficam então as perguntas:

  1. Falta de bom senso dos órgãos administrativos ?
  2. Falta de informação dos órgãos administrativos ?
  3. Falta de respeito com os eleitores ?
  4. Falta de caráter e um plano maligno ?
  5. Todas alternativas anteriores?

E você, o que acha? Participe, opine! Até a próxima.

Créditos dos link: Folha de São Paulo, Youtube