Opinião sobre o PBF (PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA) PARTE – I

Neste artigo, vou comentar um pouco sobre o verdadeiro pai do conceito em cima do PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA na Parte I e também dar minha opinião sobre o programa na Parte II.

A questão sobre o criador do Bolsa-Família  é um pouco confusa, pois termos desta natureza de projetos sociais assistenciais, como os termos “Bolsa”  e “Bolsa-Familia” simplesmente são o registro de um nome em cima de um ou mais conceitos em uma determinada data, algo como patentear uma marca, agora a criação do(s) conceito(s) em si é outra coisa…

Tentarei descrever um fluxo de acontecimentos pra ficar um pouco mais claro.

Começando pelo Governo Lula que no ano de 2003, unificou, reuniu e ampliou os projetos: Auxílio Gás, Bolsa Alimentação, Bolsa Renda, Bolsa Escola… e outros programas- “criados no Governo FHC”- tudo num só programa. Batizado de Bolsa Família 

Governo FHC 

Não! FHC apenas apadrinhou programas sociais municipais e estaduais já existentes, ampliando para a esfera federal, sendo o Bolsa Escola o primogênito. O Bolsa Escola foi implementado em 1995, no Governo do Distrito Federal, pelo então Governador, Cristóvão Buarque, petista na época.

Cristóvão Buarque – Governador do Distrito Federal (1995) 

Não! Cristóvão Buarque apenas criou o termo “Bolsa” ao criar o Bolsa-Escola que foi inspirado no Programa de Renda Mínima, implantado em 1994, em Campinas, pelo então prefeito, Jose Roberto Magalhães Teixeira, do PSDB. O programa destinava um complemento em dinheiro à renda de famílias consideradas miseráveis (abaixo da linha da pobreza). Para receber o dinheiro, a família inscrita no programa deveria residir em Campinas há pelo menos dois anos, manter os filhos na escola e com bons resultados nos estudos, receber os funcionários da Assistência Social em suas casas periodicamente e frequentar cursos profissionalizantes, entre outras obrigações.

Jose Roberto Magalhães Teixeira

Não! Na verdade Jose Roberto Magalhães Teixeira apenas se inspirou nos projetos e programas sociais de um mineiro sociólogo ativista dos direitos humanos chamado Herbert José de Souza, mais conhecido como Betinho.

Betinho trabalhou intensamente no combate a fome e miséria e em 1993, lançou como palavra de ordem o combate a fome, elaborando o Plano Nacional de Segurança Alimentar que foi entregue ao então presidente, Itamar Franco. Com isso, a fome passou a integrar os debates nacionais e da imprensa. No mesmo ano, foi considerado “o homem de idéias do ano”. Os projetos de Betinho visavam o combate a fome e a miséria.

Um pouco sobre Betinho

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Um comentário sobre “Opinião sobre o PBF (PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA) PARTE – I

  1. Rapaz, foi quase uma arvore genealogica que você descreveu aqui, parabéns, eu gostei bastante, vou ler agora a segunda parte.

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