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Opinião sobre o PBF (PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA) PARTE – II

Políticas assistenciais defendem a assistência às famílias que vivem abaixo da linha da pobreza ou pobreza familiar extrema e é um direito do cidadão garantido pela constituição federal. Esta prática de assistência social não é exclusividade do Brasil, outros países, inclusive de 1º mundo também praticam a assistência social. Há muitas críticas e elogios a respeito de políticas assistenciais e, nesta segunda parte do post tentarei expor meu ponto de vista, em especial, acerca do programa Bolsa Família.

O Brasil possui programas assistenciais com notório destaque fora do país, sendo o programa Bolsa Família um exemplo disto, com ressalvas tanto positivas quanto negativas. Positivas já no sentido amplo de sua aplicação, especialmente por seus resultados obtidos, pois elevou a condição socioeconômica de inúmeras famílias, antes vistas como miseráveis , para o nível acima da linha da pobreza extrema, além de injetar, mesmo que indiretamente, dinheiro da bolsa, fazendo-o circular no país.

Para melhor compreensão do que estou falando, abrirei um “parênteses” com um conto chamado “A HISTÓRIA DOS DEZ REAIS”.

“Havia uma pequena cidade com alguns estabelecimentos: um açougue, um hotel, uma padaria e algumas garotas que se prostituíam. Certo dia chegou um homem para se hospedar no hotel e fez um acordo com o gerente do estabelecimento mediante a seguinte condição: experimentaria, por algumas horas, o quarto e, caso gostasse, permaneceria pelo restante do dia. Em afirmativa, o gerente pediu que o pagamento fosse antecipado.

Tendo ambas as partes concordado com as condições impostas, assim que seu hóspede subiu ao quarto, o gerente ligou para o açougue para avisar o açougueiro que já estava de posse do dinheiro referente à carne adquirida para o hotel. O açougueiro, por sua vez, telefonou para o rapaz das entregas avisando-o de seu pagamento. Consequentemente, o rapaz das entregas foi até uma das garotas de programa e pagou-lhe pelo programa que havia feito e a garota de programa encaminhou-se até o hotel para pagar pelo quarto que havia usado em um de seus programas.

Ao meio dia, o homem que havia se hospedado disse ao gerente que não gostou do quarto, pedindo seu dinheiro de volta e indo embora.

Moral da história: todos pagaram suas contas, pois o dinheiro circulou no “mercado”.

Apesar de alegórico este conto, ele expõe em minha opinião um dos melhores pontos positivos do programa Bolsa Família, pois não só contribuiu para elevar o status socioeconômico de famílias na linha da miséria, como também injetou e fez circular o dinheiro no mercado de consumo no país, pois estas famílias consumiam, mesmo que fosse apenas para comprar alimento.

Em contrapartida, um dos pontos negativos mais impactantes em programas desta natureza é o seu uso tendencioso e enganoso por parte do governo como cabo eleitoral, expondo-o como uma solução definitiva para a miséria e pobreza no Brasil. Outro ponto a ser destacado, é que, muito embora o programa tenha dado certo, acabou por evidenciar um perfil de pessoas que se acomodam em programas sociais e permanecem inertes em suas vidas estagnadas, sem a perspectiva de procurar emprego ou se capacitar, pois entendem que o governo lhes provê a “mesada” necessária à sua sobrevivência, sem o esforço do trabalho e um salário mínimo ao mês. Se comparado ao valor que tinham por mês antes da existência do programa, suas vidas, sem dúvida, melhoraram.

A cultura de comodismo aos mais pobres e menos esclarecidos, somada às ajudas de custo do governo, intituladas de bolsas só reforçam a ideia de que programas assistenciais não podem existir sozinhos ou assumi-los como solução para as questões de problemas sociais. O mais triste é que, infelizmente e obviamente o governo SOUBE, SABE e sempre SABERÁ disto! Pois a política do nosso país NECESSITA de pessoas pobres, menos esclarecidas, inertes e indiferentes ao que acontece ao redor para ter poder sobre elas e que se preocupem apenas com o calendário do bolsa família.

Até a próxima!

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Opinião sobre o PBF (PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA) PARTE – I

Neste artigo, vou comentar um pouco sobre o verdadeiro pai do conceito em cima do PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA na Parte I e também dar minha opinião sobre o programa na Parte II.

A questão sobre o criador do Bolsa-Família  é um pouco confusa, pois termos desta natureza de projetos sociais assistenciais, como os termos “Bolsa”  e “Bolsa-Familia” simplesmente são o registro de um nome em cima de um ou mais conceitos em uma determinada data, algo como patentear uma marca, agora a criação do(s) conceito(s) em si é outra coisa…

Tentarei descrever um fluxo de acontecimentos pra ficar um pouco mais claro.

Começando pelo Governo Lula que no ano de 2003, unificou, reuniu e ampliou os projetos: Auxílio Gás, Bolsa Alimentação, Bolsa Renda, Bolsa Escola… e outros programas- “criados no Governo FHC”- tudo num só programa. Batizado de Bolsa Família 

Governo FHC 

Não! FHC apenas apadrinhou programas sociais municipais e estaduais já existentes, ampliando para a esfera federal, sendo o Bolsa Escola o primogênito. O Bolsa Escola foi implementado em 1995, no Governo do Distrito Federal, pelo então Governador, Cristóvão Buarque, petista na época.

Cristóvão Buarque – Governador do Distrito Federal (1995) 

Não! Cristóvão Buarque apenas criou o termo “Bolsa” ao criar o Bolsa-Escola que foi inspirado no Programa de Renda Mínima, implantado em 1994, em Campinas, pelo então prefeito, Jose Roberto Magalhães Teixeira, do PSDB. O programa destinava um complemento em dinheiro à renda de famílias consideradas miseráveis (abaixo da linha da pobreza). Para receber o dinheiro, a família inscrita no programa deveria residir em Campinas há pelo menos dois anos, manter os filhos na escola e com bons resultados nos estudos, receber os funcionários da Assistência Social em suas casas periodicamente e frequentar cursos profissionalizantes, entre outras obrigações.

Jose Roberto Magalhães Teixeira

Não! Na verdade Jose Roberto Magalhães Teixeira apenas se inspirou nos projetos e programas sociais de um mineiro sociólogo ativista dos direitos humanos chamado Herbert José de Souza, mais conhecido como Betinho.

Betinho trabalhou intensamente no combate a fome e miséria e em 1993, lançou como palavra de ordem o combate a fome, elaborando o Plano Nacional de Segurança Alimentar que foi entregue ao então presidente, Itamar Franco. Com isso, a fome passou a integrar os debates nacionais e da imprensa. No mesmo ano, foi considerado “o homem de idéias do ano”. Os projetos de Betinho visavam o combate a fome e a miséria.

Um pouco sobre Betinho

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TRE e Biometria – Dá pra confiar?

Recentemente tenho acompanhado na televisão algumas propagandas do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) sobre o cadastramento da biometria, que nada mais seria (teoricamente falando!) a substituição do seu título de eleitor pela sua digital, confirmando sua presença, com o intuito de, segundo eles, aumentar a segurança e veracidade nas votações. Em minha opinião, creio apenas de se tratar de um comercial tendencioso, pois o leva acreditar que a biometria é segura e pode garantir eleições sem fraudes, uma vez que o cidadão só vota em verdade, estando presente e validando sua presença com o dedinho no leitor digital. Então voltando um pouco no tempo, meados do mês de abril deste ano, reavivamos na memória o escândalo que despontou nos jornais e telejornais do Brasil, onde médicos burlavam o sistema de biometria com os dedos de silicone

Ficam então as perguntas:

  1. Falta de bom senso dos órgãos administrativos ?
  2. Falta de informação dos órgãos administrativos ?
  3. Falta de respeito com os eleitores ?
  4. Falta de caráter e um plano maligno ?
  5. Todas alternativas anteriores?

E você, o que acha? Participe, opine! Até a próxima.

Créditos dos link: Folha de São Paulo, Youtube